Conversas Que Não Matam
Ritmos do Fim 1
Não é a morte que nos paralisa. É o que nunca aprendemos a dizer.
Hoje, este livro deixa de ser apenas meu.
É com o coração cheio e uma profunda serenidade que partilho convosco que Ritmos do Fim 1: Conversas que Não Matam já está disponível, em formato papel.
Durante muitos anos acompanhei pessoas em fim de vida. Julgava que iria aprender sobre a morte. Descobri, afinal, que estava a aprender sobre a vida. Este livro nasceu desse caminho.
Nasceu das perdas, das despedidas, dos silêncios, mas também dos reencontros e das perguntas que me continuam a ensinar.
Não escrevi este livro para explicar a morte. Escrevi-o porque acredito que, quando aprendemos a falar do fim, aprendemos também a viver com mais coragem, presença e humanidade.
Cresci a aprender que certas conversas eram perigosas. Falávamos baixinho da morte. Escondíamos a dor. Disfarçávamos o luto. Como se o silêncio nos pudesse proteger. Mais tarde, enquanto profissional de saúde, reencontrei este mesmo silêncio. Hoje acredito que é precisamente ele que nos afasta uns dos outros.
Há conversas que não matam.
Libertam.
Aproximam.
E, por vezes, começam a curar.
Gostava que este livro se tornasse um lugar de encontro, entre quem parte e quem fica. Entre o medo e a esperança. Entre o silêncio e a palavra.
Tenho um imenso desejo que estas páginas cheguem às famílias, às escolas, aos hospitais, aos lares e a todos aqueles que, um dia, se viram sem palavras perante uma perda, um diagnóstico, uma despedida ou um simples "gosto de ti" que ficou por dizer.
Quero deixar um agradecimento muito especial à minha mana, Lola (Vieira Gloria) por nunca ter deixado de acreditar neste projeto, mesmo quando eu própria duvidava dele, ela sabe das "orelhas de burro", do tormento e da solidão que vivi. Foste um farol para mim Lola.
Em breve anunciarei a data e o local da apresentação oficial. Até lá, o livro já pode ser encomendado através da Amazon. O link encontra-se em baixo.
Se sentirem que esta mensagem pode tocar alguém, agradeço que a partilhem. Talvez, juntos, possamos devolver lugar às conversas que ficaram por dizer.
Porque, no fim, não é a morte que mais nos transforma. São as palavras que encontramos a tempo.
Com todo o meu carinho,
Tété
