Natércia Godinho

Viver bem é também aprender
a morrer com graça,
deixando não apenas memórias
como herança,
mas a possibilidade de um luto
mais saudável e pleno de paz.
Nasci em Timor-Leste, cresci em Portugal e, ao longo da vida, a minha caminhada tem sido feita de muitas jornadas e geografias — entre a experiência como enfermeira psiquiátrica em Inglaterra, a atuação como psicóloga educacional nos Estados Unidos e os passos dados a pé por incontáveis trilhos e caminhos do mundo.
A partida do meu pai transformou-se numa profunda força de propulsão: a urgência e a coragem de falar abertamente sobre a morte. Sei que é um tema difícil, mas acredito genuinamente no seu poder transformador.
Falar sobre o fim não é sobre a perda, mas sobre a presença: ajuda-nos a abraçar a vida com mais plenitude, gratidão e alegria, reconhecendo a beleza de cada ciclo que nos molda.
Escrevo, acompanho e partilho para continuar a aprender e, com sensibilidade e humanidade, tocar a vida daqueles que caminham ao meu lado. É dessa urgência de partilha que nasce o meu livro "Ritmos do Fim 1: Conversas que Não Matam", um convite para desmistificarmos o fim e celebrarmos a vida.
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Natércia Godinho